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Padres Curas e Coadjutores da Freguesia de Quelfes – Século XVII
Lista de padres curas e padres coadjutores da Igreja de São Sebastião de Quelfes, elaborada (e ainda em desenvolvimento) com base nos livros de registos paroquiais da freguesia de Quelfes, para os anos 1614-1700.
Padres Curas:
| Datas | Nome | Titulo | Observações |
|---|---|---|---|
| 1614-1616 | Sebastião Sobrinho Correia | Padre Cura | Licenciado |
| 1616-1625 | Jorge Pacheco | Padre Cura | |
| 1625-1629 | ? | ||
| 1629-1630 | Diogo Fernandes Franco | Padre Cura | |
| 1630-1636 | Manuel Fernandes | Padre Cura | |
| 1637-1654 | Manuel da Fonseca Moniz | Padre Cura | |
| 1655-1665 | ? | ||
| 1666-1669 | João Palermo de Faria | Padre Cura | |
| 1669-1676 | António Fernandes de Ataíde | Padre Cura | |
| 1676-1677 | João Rodrigues Cerejo | Padre Cura | |
| 1677 | Vicente Leal | Padre Cura Encomendado | |
| 1678-1679 | João do Couto Ramos | Padre Cura | |
| 1679-1695 | António Fernandes de Ataíde | Padre Cura | Em 1695, é transferido como Padre Cura para a recém criada freguesia de Olhão. |
| 1695-1696 | Manuel Martins Rolão | Padre Cura | |
| 1696 | Francisco Ribeiro | Padre Cura | |
| 1696 | Afonso Camacho de Aragão | Padre Cura | |
| 1697-1700 | Francisco Ribeiro | Padre Cura |
Padres Coadjutores:
| Datas | Nome | Titulo | Observações |
|---|---|---|---|
| 1614-1616 | ? | ||
| 1616 | Sebastião Dias Fagundes | Padre (Coadjutor?) | Sebastian Diaz Fagundes (de nacionalidade Espanhola?). Em 29.08.1615 lavra um registo de baptismo em Espanhol. Faleceu em 20.02.1651 na freguesia de Moncarapacho. |
| 1616 | Francisco Vieira | Padre (Coadjutor?) | |
| 1616-1617 | Fernão Vaz | Padre (Coadjutor?) | |
| 1618 | João Pires | Padre (Coadjutor?) | |
| 1619-1683 | ? | ||
| 1684-1685 | Manuel Madeira Vilela | Padre Coadjutor | |
| 1686-1688 | Francisco Ribeiro | Padre Coadjutor | |
| 1689 | ? | ||
| 1690-1693 | João Lourenço | Padre Coadjutor | |
| 1693-1694 | Manuel Martins Rolão | Padre Coadjutor | |
| 1695-1700 | ? |
Registos Paroquiais – abreviaturas paleográficas e termos antigos

Quem consultar livros de registos paroquiais decerto irá encontrar dois tipos de dificuldade (se não tiver-mos em consideração o péssimo estado de conservação de alguns destes livros): a caligrafia do padre que lavrou o registo e, inevitavelmente, as abreviaturas usadas no decorrer do texto. A caligrafia poderá variar entre uma caligrafia de fazer inveja a qualquer um, até uma caligrafia em que poderíamos pensar estarmos a ler registos escritos num idioma extinto!
No que diz respeito á caligrafia, o melhor é tentar ler vários registos (ou tantos quantos necessários) lavrados pelo mesmo padre, para que eventualmente possamos ler com um bom nível de fiabilidade o registo que nos interessa em particular. Felizmente, no que diz respeito aos registos paroquiais, estes registos tendem a seguir uma formato regular (tipo minuta) pelo que, com a prática, eventualmente a sua leitura se tornará mais fácil.
Quelfes: Rol de Crismas 1753
Uma das fontes documentais ainda pouco utilizadas na investigação genealógica são os róis de confessados e de crismas. Serão porventura pouco utilizados porque na maioria dos casos, estes róis, ao contrário dos livros de registos paroquiais que transitaram das paróquias para as conservatórias de registo civil e para os arquivos distritais, continuam a ser guardados nos arquivos das respectivas igrejas. Os arquivos das igrejas/paróquias não são arquivos de acesso público e como tal, acesso a estes documentos depende da autorização (e da vontade para tal) de cada pároco, o que não deixa de ser uma pena, pois estes são documentos de muito valor quer na pesquisa genealógica, quer para estudos de demografia histórica – especialmente no que diz respeito a róis de confessados, pois estes abrangiam toda a população de cada freguesia.
A crisma, sendo um sacramento que sendo feito só uma vez na vida, normalmente quando se atinge os 15 anos de idade, dá-nos apenas dados sobre uma pequena parte da população. Contudo os róis de crismas não deixam de ser documentos de muito valor, pois em certos casos, são os únicos documentos existentes para datas em que os registos paroquiais se perderam.