Notas soltas de História do Algarve

Algarve Antigo

Topónimos extintos da freguesia de Quelfes

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Ao pesquisar os registos paroquiais da freguesia de Quelfes encontramos referências a topónimos actuais dos principais sítios desta freguesia (Marim, Boavista, Alecrineira, Brancanes, Ana Velha, Montemor, Quatrim, Peares, Poço Longo, Igreja, Horta de Cima)  assim como a topónimos a que hoje se desconhece a sua localização, uma vez que tendo caído em desuso, deles não resta registo na memória actual. Na tabela abaixo fica uma lista de topónimos dados nos registos paroquiais como sendo localizados na freguesia de Quelfes e hoje desaparecidos.

TopónimoCronologia das Referências
Alagar1804
Alagoa1751
Barroqueira1634
Charcos1708
Dugousa1714
Emborão1698-1730
Fintores1730-1732
Horta do Poço Velho1749
Horta do Vazinho1854
Horta Velha1772
Lagoa1696-1753
Palmeira1808
Poço da Massa1716-1731
Sesmarias1698
Tinsor1710-1726

Autor: rogerio

January 4th, 2010 at 1:36 am

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Imbrex com marca de oleiro IVNIORVM proveniente da Quinta de Marim

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Imbrex com marca de oleiro IVNIORVM

Imbrex com marca de oleiro IVNIORVM

Há muitos anos atrás aquando de uma visita á Quinta de Marim, recolhi um fragmento de imbrex (telha de meia cana) com a marca de oleiro IVNIORVM. A marca de oleiro está relativamente bem conservada, lendo-se com nitidez IVNIORVM dentro de uma cartela rectangular (1.2 x 4.5 cm) embora as letras iniciais IVN estejam um pouco degastadas. A cerca de 1.5 cm à esquerda desta marca, encontra-se o resto de outra marca (idêntica?) da qual se distingue apenas parte do M final. Possivélmente a marca inicial não ficou bem impressa na argila, pelo que a imbrex teria sido marcada de novo.

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Autor: rogerio

January 2nd, 2010 at 6:16 am

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Registos Paroquiais – abreviaturas paleográficas e termos antigos

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Registo paroquial com abreviaturas

Quem consultar livros de registos paroquiais decerto irá encontrar dois tipos de dificuldade (se não tiver-mos em consideração o péssimo estado de conservação de alguns destes livros): a caligrafia do padre que lavrou o registo e, inevitavelmente, as abreviaturas usadas no decorrer do texto. A caligrafia poderá variar entre uma caligrafia de fazer inveja a qualquer um, até uma caligrafia em que poderíamos pensar estarmos a ler registos escritos num idioma extinto!

No que diz respeito á caligrafia, o melhor é tentar ler vários registos (ou tantos quantos necessários) lavrados pelo mesmo padre, para que eventualmente possamos  ler com um bom nível de fiabilidade o registo que nos interessa em particular. Felizmente, no que diz respeito aos registos paroquiais, estes registos tendem a seguir uma formato regular (tipo minuta) pelo que, com a prática, eventualmente a sua leitura se tornará mais fácil.

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Autor: rogerio

October 21st, 2009 at 6:42 pm