Notas soltas de História do Algarve

Algarve Antigo

Arquivo para September, 2009

Lápides tumulares: Sé de Faro

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Numa das paredes lateriais da Sé de Faro, á esquerda da porta principal, está embutida uma lápide tumular com a inscricão:

Lápide tumular de Lopo de Faria - Sé de Faro

Lápide tumular de Lopo de Faria - Sé de Faro

A / S DE LOPO DE / FARIA Q DEI/XOV A ESTA / SEE A SVA ORTA / COM SINQVO / OFICIOS PERPE/TVOS F ANNO / 1581

Leitura: A sepultura de Lopo de Faria, que deixou a esta Sé a sua horta, com cinco oficios perpétuos. Feita (no) ano (de) 1581.

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Autor: rogerio

September 29th, 2009 at 8:58 pm

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Lápides tumulares: Igreja de Quelfes, Olhão

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Á entrada das portas principal e lateral (lado sul) da igreja de Quelfes, existem duas lápides tumulares, as quais contêm inscrições. Estas são as duas únicas lápides tumulares no exterior da igreja de Quelfes, e por incrivél que isso nos pareça, de acordo com os registos de óbitos correspondentes, estão ainda na posição em que inicialmente foram colocadas!

Junto da porta principal:

Lápide tumular de José Dias Patrão

Lápide tumular de José Dias Patrão

AQVI JAS / O RD JOZE DIAS / PATRAO CLERIGO / IN MINORIBVS QVE / FALECEV EM 16 DE / MARCO DE 1810 / P.N. A.M.

Leitura: Aqui jaz o Reverendo José Dias Patrão, Clérigo in minoribus, que faleceu em 16 de Março de 1810. Padre Nosso. Avé Maria.

O registo de óbito de José Dias Patrão está lavrado na folha 66-verso do livro de óbitos de 1795-1819 da freguesia de Quelfes:

Aos dezassete dias do mês de Março de mil oitocentos e dez anos faleceu José Dias Patrão, viúvo de Maria Rosa da Assunção, recebeu todos os sacramentos do costume, fez testamento, cujo testamenteiro é Manuel Lopes, genro do mesmo testador, morador no sitio da Alecrineira desta mesma freguesia, onde o dito testador residia havia sete anos. Foi sepultado ao pé da porta principal desta igreja, sua freguesia, do que fiz este termo, que assino dia, mês e ano, ut supra. O Pároco Joaquim José Mendes

É curioso que o registo de óbito não se refira a José Dias Patrão como sendo um membro do clero, mencionado que este foi casado e era viúvo na data em que morreu.

Porta Lateral (Sul):

Lápide tumular de José Palermo da Ponte

Lápide tumular de José Palermo da Ponte

AQUI JAS / O [REVERENDO] / [PADRE] JOZE / PALERMO DA P/ONTE DO SITIO DE MA/RIM DESTA [FREGUESIA] / O QUAL FALECEO N/[O DIA 15] DO M[ES] / DE MAIO [DE] / 1809

Texto da inscrição parcialmente reconstituído [entre parênteses rectos] devido ao mau estado de conservação da lápide.

Leitura: Aqui jaz o Reverendo Padre José Palermo da Ponte do sitio de Marim desta freguesia, o qual faleceu no dia 15 do mês de Maio de 1809

O registo de óbito do Padre José Palermo da Ponte está lavrado na folha 63-verso do livro de óbitos de 1795-1819 da freguesia de Quelfes:

Aos quinze dias do mês de Maio de mil oitocentos e nove anos faleceu de um catarral o Reverendo Padre José Palermo da Ponte do sitio de Marim desta freguesia de Quelfes. Recebeu os sacramentos do preceito. Fez testamento, cujos testamenteiros são: António Palermo, irmão do defunto, e António Pereira da Costa, cunhado do mesmo. Foi sepultado á porta do sul desta igreja no dia dezasseis do referido mês, do que fiz este termo, que assinei dia, mês e ano ut supra. O Pároco Joaquim José Mendes

Autor: rogerio

September 29th, 2009 at 8:09 pm

Aqui jaz … a Epigrafia e Genealogia esquecida

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Até meados do século XIX, aquando da instituição de cemitérios em áreas exteriores às igrejas paroquiais, era tradição entre os mais abastados ou os mais devotos, serem sepultados dentro das igrejas ou imediatamente junto ás portas de entrada das mesmas. Estas sepulturas eram cobertas de lápides contendo inscrições,  e por vezes brasões de familia, identificando os que aí estavam sepultados.

Hoje muitas dessas lápides encontram-se ao completo abandono. Servem de piso exterior nos adros das igrejas e encontram-se sugeitas á erosão.

Lápides Tumulares

Lápides Tumulares

Curiosamente, embora os genealogistas portugueses se queixem de falta de fontes para a investigação da história de famílias, não existe nenhum levantamento exaustivo da informação contida em lápides tumulares que tanto abundam nas igrejas portuguesas.

Autor: rogerio

September 19th, 2009 at 5:55 pm

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